<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<othersabs xmlns="http://eprints.org/ep2/data/2.0"><item><othabstracts>O desenvolvimento das técnicas de comunicação deu aos indivíduos oportunidades e novos ambientes para apreensão de conteúdos modificando as formas de controle da informação. Os computadores e suas ferramentas viabilizam a automatização das técnicas de comunicação científica contemporânea. Durante os séculos XIX e XX, a ciência desenvolveu-se mediante centros de “processamentos de dados codificados”, organizados em regras formais que garantiram o acesso a um conteúdo impresso e elaborado principalmente para suportes materiais, mas abrimos um novo século com técnicas e perspectivas diferentes, baseadas em um modelo de comunicação de natureza extensiva. A dinâmica da transferência da informação atual se cristaliza no momento imediato do acesso porque, no modelo extensivo, os objetivos são a democracia e a expansão informacional (por extensão, sua universalização). Infere-se daí um princípio entrópico natural que não admite apenas um ordenamento, mas principalmente a dispersão e uso universais da informação. Há, paralelamente, a expectativa pela redução de custos, já que os estoques fogem de sua materialidade e se configuram em idéias e interações virtuais. A visão propiciada pela Teoria dos Sistemas é inspiradora do modelo orgânico e extensivo, pois na prática informacional, que desassocia as instituições de seus estoques, cada agente (ou indivíduo) desempenha um papel coletivo, dependente de uma ação sistêmica. Problemas de dispersão, repetição, diversidade e até a multiplicidade de dados e códigos prejudicam a comunicação, sob o ponto de vista individual ou institucional, mas a transição para o modelo extensivo demonstra que haverá uma linguagem que se sobreporá aos métodos convencionais, pois a tecnologia é uma das entidades que determinam a mudança de códigos na comunicação.</othabstracts><language>pt</language></item></othersabs>
